Reunião da OuLiPo, no jardim de le Lionnais, com presenças de Calvino e Perec. Setembro de 1975.

OuLiPo

Surgida na França no ano de 1960, seus principais

autores são Raymond Queneau, François Le Lionnais,

Italo Calvino e Georges Perec, entre outros.

Seus autores procuram propor regras para suas

produções literárias tais como escrever um romance inteiro

utilizando uma só vogal (Les revenentes, de Georges Perec),

utilizando ao máximo a linguagem oral(Zazie no Metrô,

de Raymond Queneau), entre outras restrições.

Outra técnica de restrição muito utilizada no contexto da produção iterária da OuLiPo é o Lipograma, que consiste em suprimir alguma letra determinada; é o caso do livro La disparition, de G. Pérec, onde a letra "e", vogal mais frequente no francês, não aparece.

Dois membros do OuLiPo, Marcel Bénabou e Jacques Roubaud, no artigo intitulado Qu´est-ce que l´OuLiPo? (O que é o OuLiPo?), dizem que "é a literatura em quantidade ilimitada, potencialmente produzível até o fim dos tempos, em grande quantidade, infinitas para todos os usos". Sobre o autor que se dedica a essa prática dizem que é "um rato que constrói seu próprio labirinto de onde se propõe a sair".

Matéria na revista Piauí de Março/16 sobre a OuLiPo.

Georges Perec, e sua obra.

A vida, modo de usar

Obra prima de Georges Perec, e de grande referência

para a produção Oulipiana, o livro consiste na descrição

dos habitantes de um pequeno prédio em Paris,

apartamento por apartamento. A obra na realidade

é a superposição de diversas camadas, em um jogo

literário criado por Perec, como um quebra-cabeça.

 

Perec partiu de 42 listas, cada qual com 10 elementos

(per exemplo, a lista “tecidos” possuia 10 tipos de tecido).

Perec criou um driagrama de 21 quadrados, onde cruzava

os elementos das listas de 2 em 2, dessa forma, deveria

distribuir dentro dos 99 capítulos do livro os itens das listas.

A prática de utilizar construções matemáticas como “limitadores” da obra, como num jogo, deu início ao movimento literário Oulipo, marcado por jogos esquemáticos na construção de textos. O que pode parecer uma limitação inicialmente, na verdade é um potencializador da criatividade, pois desafia o autor a lidar com as condições impostas.

Representação da estrutura combinatória

Ítalo Calvino quando jovem

As cidades invisíveis

Uma das obras mais importantes de Ítalo Calvino, também é mais um exemplo de como utilizar jogos combinatórios para a construção de seu enredo.

A história apresenta as descrições das cidades que o viajante Marco Polo ilustrou ao imperador Kublai Khan. Desta forma, Marco Polo inicia uma descrição detalhada das 55 cidades pelas quais teria passado. Essas terras são apresentadas divididas em 11 temas: "as cidades e a memória", "as cidades e o céu", "as cidades e o mortos" , entre outros.

Calvino usa um processo combinatório de formas descritivas para tangibilizar cada uma das cidades.

Representação gráfica da estrutura das cidades invisíveis.

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